Biografia

Shania Twain – nome artístico de Eilleen Regina Edwards – nasceu em 28 de agosto de 1965 em Windsor, Ontário no Canadá, sendo a segunda filha do casal Sharon e Clarence Edwards. Ela foi criada em Timmins, Ontário, cerca de 500 quilômetros ao norte de Toronto, onde seu pai adotivo – o índio Ojibway, Jerry Twain – e sua mãe (Sharon) tinham crescido.

Twain cresceu em uma família pobre. De acordo com uma entrevista à Rolling Stone, Twain se recorda de ter ido várias vezes à escola sem almoço, tendo que levar sanduíches de mostarda ou maionese para não passar fome. “Eu não me arrependo da minha infância. Aprender a fazer sanduíches de mostarda foi algo que me ajudou a evitar humilhação”. Ela também conta que tinha medo dos professores descobrirem as dificuldades da família e a levarem embora. Além das dificuldades financeiras enfrentadas pela família, Twain contou em sua autobiografia “From This Moment On”, lançada em 2011, que ela e sua mãe constantemente sofreram abusos e violência por parte do pai.

Sua mãe notou seus talentos muito cedo, logo, Eilleen começou a tocar violão aos 3 anos de idade. Começou a se apresentar em bares e clubes locais aos 8 anos, tendo de requerer junto às autoridades locais, uma permissão para cantar nas noites de Timmins. Mais tarde, passou os verões trabalhando com seu padrasto como capataz de uma equipe de reflorestamento. Durante o inverno, ela cantava em clubes e fazia performances em rádio e televisão.

Em 01 de novembro de 1987, aos 22 anos, Twain perdeu os pais em um acidente de carro. Ela, então, assumiu a responsabilidade de criar seus três irmãos mais novos. Com a ajuda da amiga e cantora canadense Mary Bailey, Twain conseguiu manter a casa com um emprego no Deerhurst Resort, em Huntsville, Ontário, que não só previa suas novas responsabilidades familiares, mas também lhe educou quanto às performances.

Três anos depois, com seus irmãos crescidos, Twain estava sozinha. Deixou seu nome verdadeiro, Eilleen, e adotou o nome Ojibway, ‘Shania’, que significa “eu estou no meu caminho”. Gravou algumas demos de músicas compostas por ela mesma e seguiu rumo à Nashville.

Embora Twain tenha conseguido um contrato de gravação com base em seu material original, o seu autointitulado álbum de estreia de 1993 contou com apenas canção escrita por ela. O álbum lançou três singles de sucesso inexpressivo, mas conseguiu atrair atenção e gerar controvérsias, com o lançamento de vídeos em que aparece com a barriga à mostra. O álbum contou ainda com uma turnê de 16 shows, – Triple Play Tour – na qual a cantora dividiu o palco com os recém-contratados Toby Keith e John Brannan.

Com o lançamento de seu primeiro videoclipe, “What Made You Say That”, Twain conseguiu a atenção especial de Robert John “Mutt” Lange, um landário produtor de rock que já havia trabalhado com AC/DC, Def Leppard, Foreigner, Bryan Adams, dentre outros. Twain e Lange se conheceram pessoalmente em Nashville em 1993, e casaram-se seis meses depois. Enquanto 1994 se desenrolava, eles viajaram e compuseram canções em viagens pelos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Espanha, Itália e Caribe.

O segundo álbum de Twain, “The Woman In Me”, com produção de Lange, estreou nas paradas de álbuns country em fevereiro de 1995. O disco vendeu mais de 18 milhões de cópias, tornando Twain a artista country feminina com maior vendagem em todos os tempos. O single “Any Man of Mine”, foi hit nas paradas de maio e tornou-se o primeiro hit nº1 da cantora. O projeto ganhou um Grammy de Álbum Country do Ano e foi nomeado Álbum do Ano pela Academia de Música Country em 1995.

Apesar de ter atingido grandioso sucesso, a crítica a criticava por sua imagem sexy e abordagem independente para comercializar sua música. Também julgavam as habilidades vocais de Twain, alegando que a cantora não era capaz de cantar ao vivo, já que em vez de turnê para promover o disco, Twain fez uma série de vídeos, um dos quais foi filmado em locações no Egito.

Seu terceiro álbum, “Come On Over”, lançado em 1997 continuou produzindo hits como “Honey, I’m Home” e “Love Gets Me Every Time”. A balada “You’re Still The One”, foi número 1 na parada de singles country e chegou ao número 2 no Hot 100 Pop Charts da Billboard, solidificando Twain como uma artista crossover. “Man! I Feel Like a Woman!” atingiu o Top 5 do country e ajudou a garantir a cantora um contrato publicitário com a empresa de cosméticos Revlon. “Come On Over” já vendeu mais de 40 milhões de cópias até hoje, sendo o álbum de country com maior vendagem de todos os tempos.

A cantora finalmente montou sua primeira grande turnê em 1998 após o lançamento de “Come On Over”. A turnê tornou-se um dos maiores sucessos de bilheteria em 1998 e 1999, além de uma das maiores turnês de uma artista feminina em qualquer gênero, rendendo mais de 80 milhões de dólares.

Entre 1998 e 2000, Twain alcançou troféus de Artista do Ano da ACM e da Associação de Música Country em 1999. Twain acumulou, ainda, um total de cinco Grammys, e também levou para a casa troféus do Canadian Country Music Awards e no American Music Awards.

Com o término da turnê, Shania, então, voltou para sua casa na Suíça com seu marido no final de 1999. Ela e Lange acolheram seu primeiro filho, o menino chamado Eja, no verão de 2001, enquanto preparavam seu lançamento de 2002, “Up!”, que incluiu o hit “I’m Gonna Getcha Good!”. “Up!” permaneceu cinco semanas primeiro lugar em vendas nos Estados Unidos logo após o lançamento e atingiu o nº1 nos charts da Billboard. Foi certificado 11x Platina e recebeu Disco de Diamante pela RIAA (Associação das Indústrias de Gravação da América) tornando Shania a única artista feminina a possuir três discos consecutivos de Diamante. Foi o álbum mais certificado de uma artista feminina da década de 2000 e está entre os álbuns mais vendidos da década.

Entre 2003 e 2004, Shania embarcou em sua segunda turnê, promovendo o disco “Up!” pela América do Norte e Europa. A turnê contou com 113 shows em 106 cidades em 13 países e faturou cerca de 105 milhões de dólares.

A primeira coletânea de Twain, “Greatest Hits”, foi lançada no outono de 2004. Reuniu 18 canções de sucesso e mais três singles inéditos, incluindo parcerias com o artista country Billy Currington e com o vocalista do Sugar Ray, Mark McGrath. Ela também foi destaque na trilha sonora de “Desperate Housewives” em 2005 e gravou um dueto com a cantora canadense, Anne Murray, em 2007.

Em 2008, Twain domina os tabloides e sites de notícias com o anúncio do fim de seu casamento com Lange. O divórcio foi concluído em 2010 e, posteriormente, Twain revelou que o fim se deu graças a um affair de seu então marido com a sua melhor amiga, Marie-Anne Thiébaud. A cantora, que desde 2004 não se apresentava ao vivo, enfrentou ainda problemas vocais, com o diagnóstico de disfonia.

Em abril de 2010, Shania juntou forças com a nova rede de televisão de Oprah Winfrey, OWN, para estrelar uma série documentário de seis episódios, intitulada “Why Not? With Shania Twain”. Twain também lançou sua primeira autobiografia “From This Moment On” na primavera de 2011 pela Atria Books, uma divisão da Simon and Schuster.

Em 01 de Janeiro de 2011, foi anunciado que Twain e o empresário suíço Frederic Thiébaud, ex-marido de Marie-Anne casaram-se em Puerto Rico. Os dois se tornaram grandes amigos após a traição do ex-marido de Twain e da ex-esposa de Thiébaud.

Em 2012, após uma década afastada dos palcos, Twain assina contrato com o Caesars Palace em Las Vegas, e inicia uma residência de dois anos no hotel, a residência levou o nome de “Shania: Still The One”, e deu nome ao seu primeiro álbum ao vivo, lançado em 2015.

Com o término de sua residência, Twain decidiu que era hora de abandonar os palcos. Em 2015, pegou a estrada pelo Canadá e Estados Unidos em sua turnê de despedida “Rock This Country”, que lotou e esgotou arenas por onde passou. A turnê iniciou-se em Junho em Seattle, nos Estados Unidos, e terminou em Outubro em Kelowna, no Canadá. Com seu término, Twain agora prepara o lançamento de seu quinto álbum de estúdio “Now“, o primeiro depois em 15 anos, marcado para 29 de setembro de 2017.